Amor pela docência: professor de Direito, Ricardo Coelho, comemora 30 anos de ensino na UNIAESO


Direito
maio. 10, 2021

Ele começou a lecionar na instituição quando ainda era Faculdade de Direito de Olinda

A trajetória profissional do professor Ricardo Coelho está intrinsecamente ligada ao Centro Universitário AESO-Barros Melo (UNIAESO). No início da década de 90, recém-formado e iniciando o mestrado em Direito, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele recebeu um convite do então professor da Faculdade de Direito de Olinda, Dr. André Rosa, hoje juiz de Direito no Recife, para concorrer à vaga de docente da disciplina Direito do Menor.

Com o currículo em mãos, foi atentido pelo fundador da instituição, o professor Inácio de Barros Melo. A entrevista seletiva durou o dia inteiro. Ao final, Dr. Inácio comunicou à Ricardo que não seria possível contratá-lo para a vaga porque ele era muito jovem. À época, a Faculdade de Direito de Olinda, hoje UNIAESO, era uma das poucas no estado.

Foi quando Dra. Ivânia de Barros Melo, atual diretora da instituição, interviu, considerando que o bom currículo era o principal, independente da pouca idade, e Dr. Inácio resolveu dar a oportunidade ao professor Ricardo. De lá para cá, passaram-se 30 anos.

“O sentimento de olhar para trás é muito gratificante. Por tudo que a cátedra de ensino superior proporciona: conhecimento, amizades, a obrigação de estar sempre estudando, se atualizando. Penso que graças à profissão que assumi, procurei me aperfeiçoar, realizar novos cursos de especialização, mestrado, doutorado. Sempre estimulado pela Faculdade de Direito de Olinda, depois AESO. Tenho muita gratidão à instituição”, afirma. “Já ensinei em diversas instituições, estudei em universidades estrangeiras na Bélgica e Portugal, e entendo que a UNIAESO tem a oferecer ao professor e ao aluno as melhores condições. Ela está no mesmo passo das melhores faculdades e universidades do Brasil e do mundo”, completa.

Ele começou lecionando Direito do Menor. À época, a maioria dos alunos era mais velho que ele. “Graças a Deus deu tudo certo. Eu estava muito seguro da disciplina e os estudantes tinham um respeito muito grande pela figura do professor”, afirma. Muitos desses ex-alunos hoje são ministros nos Tribunais Superiores em Brasília, desembargadores, juízes, deputados, vereadores. Ao olhar para trás e encarar a jornada, o sentimento é de alegria e gratidão.

O professor Ricardo também passou pelas matérias de Direito da Infância e da Juventude, Direito do Consumidor, Direito Civil, Direito Ambiental e Urbanístico e Legislação Protetiva. E segue encorajado pela docência. “Pretendo lecionar enquanto permanecer com brilho nos olhos e entusiasmo, que são fundamentais para a docência superior. Só o amor, a paixão, a vocação justificam esse esforço imenso para nós, profissionais do Direito, que, além de exercer a profissão, seja na advocacia, na magistratura, no Ministério Público, ainda temos essa satisfação de ensinar”, reforça ele, que também é Procurador de Justiça do Ministério Público, há 30 anos. No MPPE, está no último grau da carreira e ocupa a função de conselheiro.

A rotina é intensa e de muitos sacrifícios. São manhãs e noites, finais de semana e feriados dedicados ao labor de lecionar. Mas, para ele, tudo é recompensado com um simples gesto de agradecimento. “A maior satisfação que o professor pode ter é ouvir um “muito obrigado”, porque tudo o que a gente faz é com muito amor. Trabalhamos por amor e vocação. É algo muito próprio do professor. E ver que contribuímos, de algum modo, para a formação de profissionais éticos, que fazem o melhor Direito, é nossa maior gratidão, além de colaborar para a colocação de profissionais competentes no mercado", dz.  “Depois da formatura, o que fica são as lembranças dos bons professores, que passaram conhecimentos e deram o melhor de si na sala de aula. Sem um bom professor, não existe um bom profissional”, defende.

Para Ricardo Coelho, a formação dos operadores de Direito tem evoluído ao longo do tempo, com os novos meios e recursos. “Agora mesmo, a pandemia forçou alunos e professores a incorporarem novas tecnologias na didática do ensino superior. Fica mais fácil ter acesso às informações. No passado era mais difícil de obter os dados como, por exemplo, o que acontece no Supremo Tribunal Federal, no Congresso Nacional. Hoje, temos acesso direto e instantâneo, bem como as diversas bibliotecas, etc. São transformações que vieram para ficar e melhorar a qualidade do ensino”, pondera. 

O desejo dele é que os estudantes saibam aproveitar isso e mantenham a chama acesa pelo Direito e pela profissão. “É preciso ter muito amor pelo curso, que oferece tantas oportunidades.”, conclui.

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